April 5, 2018

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Karoline Fanese

October 30, 2017

 

I am Karoline Fanese. I was born in Curitiba in 1993. I am the daughter of a family of Italian emigrants who arrived in Argentina in 1890, and later in Brazil in the 90s.

 

In Brazil, I grew up in Curitiba and lived there until I was 13 years old. My childhood was wonderful. I remember the house where I grew up. The house had three floors and it was made of wood and light blue vinyl. From the large balcony we could see a large yard full of trees.

 

When I got home from school, my cousin and I used to play bow and arrow, spy games, play ninja, fly a kite and run with the horses. The horses names were Morgana and Garoto and both belonged to my older sister, Mayra.

When it rained, I spent the afternoon in a small tent made of sheets and blankets, playing with my toys, using my imagination.  I did not like to study, I would rather spend the afternoon playing. I grew up with my brothers. Denis was the oldest and then there were Murilo, Mayra, me and Ana. My parents Carlos and Carmen worked hard so that nothing was missing to the family. In Brazil life was difficult. After my brothers grew up and had their families, we decided to look for our Italian ancestors, and we found them. So we decided to go to Italy as soon as my father had a job offer.

 

The news of leaving for Italy did not please me. I did not want to leave my brothers and my friends, but I had no choice, and when you are a child you do not know what life is. I had never travelled by plane and in the first time I was afraid it would crash!

 

In Italy, having to start from scratch was difficult. Learning a new language, new habits, and meeting other people. Nevertheless, I was able to fit in, and even learned to enjoy studying and reading books.

 

When the financial crisis hit Europe, it was hard to our family. My father's business went bankrupt and he couldn’t find a job. A friend of ours who lived in England said that the country was full of job opportunities and that she lived very well there, so we went to England. Again, another language, new ways. In terms of studies, I was able to go to  Brockenhurst College, considered one of the best, and I took a professional BTEC Business course there.

 

We could never fully adapt to the English way of life, so we decided to go back to Italy, to a village called Atri. Atri was a small village by the the mountain and the sea. It was very beautiful but there was no job opportunities. There I studied Greek, Latin, English, German and French literature. We lived there for a year and then decided to come to Portugal to Caldas da Rainha. Today my father has his own Total Repair store, and my mother and I are going to open another store with handcraft sales, customized t-shirts, and other things we do. Looking back, I have left Brazil for 10 years now and I am very grateful that my parents gave me this opportunity.

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Sou a Karoline Fanese, nasci em Curitiba em 1993, sou filha de uma família de emigrantes italianos que chegaram à Argentina em 1890, e depois ao Brasil na década de 90.

 

No Brasil, em Curitiba cresci e vivi até meus 13 anos. A minha infância foi maravilhosa, lembro-me da casa em que cresci, era de três andares, feita de madeira e vinil azul claro com pequenas madeiras brancas que contornavam a grande varanda, que tinha uma vista para um terreno espaçoso cheio de árvores.

 

Quando eu chegava da escola, junto com meu primo íamos para lá brincar de arco e flecha, espião, ninja, soltar pipa e fugir dos cavalos que tinham ali, uma era a Morgana, e o outro chamava-se Garoto, ambos pertenciam à minha irmã mais velha, Mayra.

 

Quando chovia, eu passava a tarde em uma pequena tenda feita com lençóis e cobertores, brincando com meus brinquedos, usando a imaginação, não gostava de estudar, preferiria passar a tarde brincando. Cresci com meus irmãos, a começar pelo mais velho; Denis, Murilo, Mayra, eu e a Ana. Meus pais Carlos e Carmem trabalhavam muito para que nada nos faltasse, no Brasil a vida era difícil. Depois que meus irmãos cresceram e tiveram a família deles, decidimos procurar por os nossos ancestrais Italianos, e encontramos. Então, decidimos ir para Itália assim que meu pai recebeu uma proposta de emprego.

 

A notícia de irmos embora para a Itália não me agradou, não queria deixar meus irmãos e meus amigos, mas eu não tinha escolha, e quando se é criança se não tem conhecimento do que é a vida. Nunca tinha viajado de avião, a primeira vez fiquei com medo que ele caísse.

 

Na Itália, ter que começar do zero foi difícil, aprender uma nova língua, novos costumes, e conhecer outras pessoas. Não obstante, consegui adaptar-me bem, até aprendi a gostar de estudar e ler livros.

 

Quando a crise financeira chegou à Europa, foi um golpe fatal para a nossa família, a empresa que meu pai trabalhava faliu e não se achava emprego. Uma conhecida nossa que morava na Inglaterra disse que estava cheio de oportunidades de emprego e que se vivia muito bem, então fomos embora para a Inglaterra. Novamente, outra língua, e costumes. Em termos de estudo, consegui entrar para o Brockenhurst College, considerado um dos melhores, e ali realizei um curso profissional de BTEC Business.

 

Nunca nos conseguimos adaptar com o estilo de vida inglês, então optamos para voltar na Itália, em uma aldeia chamada Atri. Atri era uma pequena aldeia com vista para a montanha e para o mar. Era muito bonito de se ver e viver, mas não havia nenhuma oportunidade de trabalho. Ali estudei literatura grega, latina, inglesa, alemã e francesa. Moramos ali durante um ano e então decidimos vir para Portugal para as Caldas da Rainha. Hoje meu pai tem sua loja própria loja de Total Reparos, e eu e minha mãe vamos abrir outra loja com vendas de artesanatos, camisetas personalizadas, e outras coisas que nós fazemos. Olhando para trás, faz 10 anos que estou fora do Brasil, e sou muito grata por meus pais terem-me dado essa oportunidade de vida.

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